“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 29 de março de 2017

Pulsar. ..

   Quando eu percebo você escapando de mim nos números do mostrador me sinto muito impotente, para mim não é chegada a hora de sair de cena...   Mas você insiste constante a cada emoção.
   Quero te segurar pela crina, te abraçar, te sentir.   A noite quero te abraçar e sentir teu calor, a cor vibrante do vermelho vida.
  Você percebe minha garganta, meus ouvidos, você pulsa querendo fugir e eu te seguro com minúsculos pontos brancos saídos de compartimentos paralelos envolvidos no escuro do grosso papel dobrado. 
  Você não pode querer que eu viva sem sentir, eu sou o que penso e penso meu sentir.
   Bate mais manso para muito bater, sai da minha cabeça e se aquieta no meu peito sem querer crescer demais.  Ama mais mansamente, preciso da tua mansidão para ser doce e arder de paixão sem medo que você me escape pela boca. 
  Não sei como sentir sem fazer subir os números, não sei como viver sem sentir, não sei ser serena, não sei conter a ansiedade, simplesmente não sei, preciso que os números fiquem estáveis para não ter que viver uma vida sem sal, sem cor, sem calor, posto que se for assim, vida sem vida, eu aí prefiro que as cortinas se fechem depois do último ato; só peço o tempo de dizer que amo a quem amo.

Eu amo você, menino!

Por Trugillo.

Himalaya

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