“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Teias de Plínio

Os dias vão e vem mais rápido que eu possa sentir. Os minutos escorrem apressados se você está, se arrastam enquanto espero você chegar...
Os dias passam e já não tento mais entender, nem fugir. Estou presa em tuas teias de amor. Estou presa sim, não por paredes e portas. Meu cativeiro são teus beijos, teus toques, tua pele, tua presença, teus olhos que moram dentro de mim a vasculhar cada cantinho de quem sou.

Você vem e quando vai deixa tuas mãos tatuadas no meu coração,  teu cheiro em minhas entranhas, teu sabor em minha boca, tua imagem em minhas retinas. 

Te conheci 'amanhã'; te conheço a tantos séculos... Me sinto tão tua, tão protegida, tão amada, tão aninhada em você que é como se eu estivesse nascido em teu regaço.
A cada dia que vem os teus desejos se fazem mais meus, como se eu sempre os tivesse desejado. Teus sonhos se desenham no meu sono, me visto das tuas fantasias em um desejo crescente de romper meus tabus para receber o teu sorriso de prazer.

O som da tua voz invade meus ouvidos como notas orquestradas, musicando a minha vida. Em cifras coloridas vai pintando histórias a serem vividas em um cores tão exuberantes que me cegam os olhos para o mundo sem você; você repercute em meu mundo em sons e imagens.
Com fogo que arde sem doer, você pirografou em meu ser as palavras esperança,  desejo, paixão e amor.

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