“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 2 de abril de 2016

Mensagens engarrafadas






Fico aqui vendo os "barquinhos" passarem...  Então veio a lembrança do barco que passava todos os dias e não apenas no horário do comércio...
Vejo que tudo é gradual, de acordo com a importância que se dá as coisas. Quem mais tem fome, mais tempo de pescar tem.




O pescador que perdeu a fome pensa que o peixe também perdeu.
Os barquinhos vão e vem, a maioria com pescadores comuns...  A maioria sim, não é todos os dias que a pesca é boa, é bem verdade, mas as vezes a lua prateia, ganha novo brilho. 




A lua brilha a noite, brilha todos os dias, mesmo oculta entre nuvens. Infeliz é o pescador que se esquece dela, porque nem todos os pescadores são comuns, negligentes e desatentos.





As vezes passa um barco diferente, as vezes o pescador mergulha todos os dias, ou noites, no brilho cintilante da lua que prateia as águas salgadas. Podem as nuvens se desfazerem, pode vir um tempo bom, de brisa serena, suave.


As tempestades arrebentam alguns barcos, eu sei.  Eles precisam de manutenção,  mas um pescador comum ou desatento as vezes não nota, deixa o barco muitos dias ancorado sozinho, sem pebsar que ele pode afundar, que a corda está se punido e ele pode ir a deriva.






Depois de tantas mensagens engarrafadas... Muitos MayDay, MayDay, MayDay...




Himalaya

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