“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carvão


http://www.youtube.com/watch?v=LyYCrmwuBvk



Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?

Ana Carolina

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sonho de mulher é doce com pimenta



   Nada me prende, estou solta ao vento, querendo não querer, mas ainda quero muito...   Quero carne e coração...  Indefinidamente surpreendida, ainda que soubesse.   Meus sonos são cheios de sonhos inquietantes, sonhos que me assustam a mente e prendem a alma.  Prendem?!  Oh! Que surpresa esta agora para alguém tão solta ao vento...




   Vejo entre as névoas de Morpheu cada desejo incompleto, ansioso por explodir que me faz doer um não sei o quê dentro do peito...  Acho que lá no fundo sei...  Prefiro me dizer que não sei e sorrir o sorriso ansioso de um sonho menos irrequieto e uma vida mais viva...   Será mesmo que prefiro?

   

O dia amanhece para seus fiéis tons pasteis, sempre tão uniformes e...   Por que será que eu tenho certeza que sinto, que ouço, quase vejo um exército de cores quase com sabor?  É como se a vida estivesse de sentinela a minha espera...  Mas agora estou tão cansada que até os desejos me deixam farta.  Exausta!




   Tédio... Talvez até seja, mas sinto que não é. Daqui a praia me mostra o quanto é confiável, mas talvez o mar não seja...  Talvez o futuro tenha perdido o leme...   Ah! É claro, falei do futuro no passado e acho que nem sei qual é o meu presente...  Presente?!  Qual o quê...  Este presente é um náufrago entre as brumas que se espraiam sobre a areia...





   Agora quero um querer róseo, suave como nácar, delicado como pétala, mas vívido como rosa de romã, com o calor das entranhas da rosa de mulher.  Quero o doce e o ardido, não serve só doce, nem só ardor, não serve só os tons suaves de rosa, nem só o vibrante tom de rosa choque, pois fato é que um sem o outro não me completa.




D. Trugillo.

Himalaya

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