“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A marca... Tua marca em mim.




   A vida passa tão depressa...    Achamos que temos tempo para fazer as coisas realmente importantes, para dizer as coisas que de fato importam...   Mais tarde...   Mas a vida tem tão poucos momentos pelos quais realmente vale a pena, eles são tão raros e tão breves...   Em geral somos covardes para assumir o que realmente importa, o que realmente nos enche de vida, o que realmente desejamos.  

   Com a mesma fragilidade de uma lágrima, tudo se evapora quase tão imperceptivelmente quanto à transparência destas lágrimas que tantas vezes escapam dos olhos para dizer em silêncio dos desejos sufocados do coração.   Não se pode por ações e coragem nos corações alheios, nos corações que amamos e tudo o que nos resta fazer, é ver a vida embaçar como as telas antigas e não cuidadas de grandes gênios que se foram deixando para trás suas obras mal compreendidas. 


   O tempo é assim, começa sutil como brisa e quando nos damos conta; leva nossos sonhos, nossas vidas, nossos amores, nossas esperanças, nossos credos; com a mesma força de um vendaval; tão rápido que mal podemos perceber a dor que rói dentro do peito, e; enfim a vida nos diz adeus, para que afinal a nossa figura se desbote da lembrança breve de todos que um dia fizemos parte da vida, que amamos e nos amaram.  



   Mas para contradizer tudo o que a carne viva nos impõe, às vezes temos absoluta certeza de que certas pessoas já passaram por nós antes, que deixaram e tornam a deixar sua marca, seu selo...   Pessoas que, a despeito de tudo, sabemos que levaremos para além desta vida, aceitemos isto ou não, é uma certeza profunda, que transcende a carne, que está além da compreensão de nossas mentes, além do poder do coração, que está marcado na alma pela eternidade.


   A gente se debate, se rebela, se revolta e acaba sempre de joelhos, desejando que a vida se eternize num instante especial, específico, que é breve, mas que dói como mil agulhas e ainda assim nos dá uma felicidade que poderá ser revivida na lembrança indefinidamente.
   Porque tudo que importa é tão impalpável, invisível, intangível, inexplicável, incompreensível e ainda assim deixa uma marca tão profunda.

D. Trugillo.


Himalaya

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