“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sonhos intangíveis

  Desejos...   Às vezes nos levam a pensar coisas que temos vergonha de repetir.    Não tenho escolha, se tivesse faria coisas diferentes.  Ah!   Se faria...   Mas ainda que eu tivesse escolha, não poderia sozinha, outras escolhas teriam que ser feitas e estas não dependeriam em nada de mim.
   Consigo ser altruísta, de agir com boa vontade, ou deixar de fazer algo pelas mesmas razões, entretanto os desejos do coração não acompanham os pensamentos, as ações.   E dizer...   Te dizer o que eu sinto, as minhas vontades?   Não, creio que jamais eu faça isto, a não ser que a vida por si mude o rumo da história, da minha, da tua história, mas como não acredito nisto, é melhor deixar esses desejos bem guardados.  
   Não dá para prever o que vai acontecer ‘amanhã’; amanhã pode ser que eu saia por aí e novos olhos me prendam, me encantem, me façam viver outra vez, mas agora...   Agora tenho desejos impronunciáveis.   Na verdade não acredito que eu veja outros olhos, pois em cada rosto que olho vejo os teus olhos, todas as vezes que fecho os olhos sinto a tua presença, todas as vezes a brisa toca minha pele sinto tuas mãos e o teu cheiro.
    Meus sonhos têm a promessa da eternidade, ainda que efêmera.   São só sonhos intangíveis, mas...   Meu coração não sabe que sou adulta, ele ainda é um adolescente cheio de sonhos, de desejos e esperanças.

D. Trugillo.

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