“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como uma pétala...

    Durante muito tempo eu esperei que chegasse este momento e agora...   Agora não é como eu pensei que seria, não sinto o que pensei que sentiria, acho que uma parte de mim secou...   Não sei se pode ser regada e rebrotar, sei que é como se metade do coração ainda fosse gelo e eu me perco de voce.    A lua cheia que minguava e voce nem viu...   
    Não, não.   Não espero que as coisas sejam como foram, eu seria hipócrita de não ver que mudei.   Nada acontece sem deixar suas marcas e as marcas estão aqui.    Seja lá o que for, será outra coisa.   Eu não sei como é voltar para alguém porque nunca aconteceu na minha vida, é preciso acertar a direção dos pés, porque os tempos não voltam.
    Acho que eu abrilhantei demais, acreditei demais, me apaixonei demais, mas uma hora eu ouvi um sopro que dizia: “Pare... Já está ficando feio para voce...” Eu me senti muito ridícula, alguma coisa se rompeu, partiu, ou pelo menos trincou, eu não sei ainda dizer, espero descobrir amanhã...
    Não vou dizer que não sinto nada, lógico que sinto, não tenho esta aleivosia, eu sinto e sinto muito, mas agora não sei o que é...   Todas as dúvidas que ainda preciso esclarecer para eu mesma, mas...   Será que preciso mesmo?   É uma expectativa sem ansiedade, um olhar para adiante sem planos, sem acreditar no “até o final”, como quando a gente descobre que papai Noel não existe, mas mesmo nesse momento o Natal continua sendo bonito, só que sem encantamento.
    Não espero mais as lembranças, nem as flores, nem as palavras românticas, nem as ligações no domingo pela manhã, ainda que furtiva, não espero atenção mais que o mínimo para não quebrar o contato, não espero a mesma sintonia, simplesmente...   Não espero.
    O amor é frágil como uma pétala, suave como uma pétala, tem o perfume de uma pétala, a cor de uma pétala, o brilho cintilante de uma pétala, mas uma pétala também pode cair...   Secar...   Não se renovar e não renascer...  Ou sim, pode, não sei...   Quero descobrir.

D. Trugillo.

Himalaya

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