“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Caminhar sozinha... Jardim em flores...



  Caminhar sozinha...   Tenho sentido muito isto ultimamente, que estou só.   Ao alcance do dispor; e sozinha quando preciso.    Não quero isto!   Cansada disso!   Sei perfeitamente o quanto me dei, quanto quis e contribuí para que houvesse harmonia; e que tudo quanto faltou não é débito meu.   Dei toda atenção, toda paixão e amor, todo corpo e todo querer, toda verdade que alguém é capaz de dar; não devo nada.  E para ser bem verdadeira mais uma vez, estou farta de me doar.   Quero trocar, seja como for, com quem souber, quem puder.   Devagarzinho fui sendo excluída de tudo, então...  
    Encante-me, Conquiste-me, Subjugue-me se ainda puder...   Se ainda quiser...  
    A vida passa num breve instante em que nem cabe um sonho inteiro e eu ainda quero sonhar...   Viver a meninice que ainda mora no meu coração, lamber o dulçor das manhãs sorridentes.   Quero conseguir prestar atenção ao som das aves canoras, abraçar enquanto me sentir amada e desejada...   Estou farta das farpas, só quero os carinhos e já não sei se ainda me importa de onde virá...
   Acho que afinal descobri que apenas pareço ser uma pétala, mas sou pétalas em flor, viva, fecunda, orvalhada e luzente em gotículas que posso beber e servir.
  Cansada de tanta secura, quero provar as gotículas...   Quero as trocas de palavras românticas, de mensagens apaixonadas...   Que me importa se é démodé?    Não, nada me importa, se me fizer sorrir e fizer sorrir, se me fizer amar e fizer amar, se me der prazer e se  der prazer...   Que importa?
   Vá com a aspereza, a falta de tempo, de afeto, de atenção, de amor de dedicação, porque nada disso cabe mais.

   Na verdade, parece ter um jardim inteiro para quem só queria uma pétala...   Terá sido demais?


D. Trugillo.


Himalaya

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