“A cada dia que vivo; mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.”

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Amor com coração de criança.

   

  O entardecer chega ao coração, a lembrança é como um filme difuso naquele sorriso que o espelho não retrata mais. entretanto ele ainda vive no coração, naquele desejo que nunca se esvaiu de amar sem medida que sempre buscou seu perfeito complemento. 
   Sempre acreditando que depois da madrugada a vida vai raiar em uma manhã de sol com brisa fresca, no sabor de uma paixão que não obedece a obstáculos, de uma comunhão de desejos que não pode ser refreado.
   O entardecer deixou ver que a menina que deveria ter morrido nas horas da vida e deixado surgir a senhora cheia de maturidade amargurada, insiste em continuar viva no coração, que a mão áspera da vida não conseguiu sufocar, ainda que nunca desista, ela continua viva, a espera de uma oportunidade qualquer de toda travessura que acelere o coração, que deixe sentir toda doçura quente no sangue nas veias. 
   Deixa eu dizer aqui, para que um dia os ouvidos que são surdos possam ouvir pelos olhos, que é preciso muito mais trabalho para asfixiar a vontade de viver que mantem menino esse meu coração sem cabresto que alça voos acrobáticos pelos ares ardentes da paixão e do amor. Experimentar ser meu companheiro de voo é para aqueles de coração forte. Ser o piloto desse coração então...  Você é o melhor piloto de acrobacia aérea? Então ouse, deixe a razão te esperando em solo e deixe no comando toda loucura cega que é a melhor guia do amor de paixão, que é o tempero da vida.
    A noite da vida nos espera para um longo sono, não vamos adormecer sem voar. 


Aqui tem uma menina a espera de você, meu menino maluquinho.

D. Trugillo.








quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Naufragando em silêncio...

   


 As vezes tudo, simplesmente não é nada, não te diz nada...  E parece que a harmonia se quebra.   Sinto vontade de ir...   Ah eu não sei onde, não sei pra onde e nem fazer o quê. Eu sinto vontade de não estar em lugar nenhum, desaparecer.  Aí dá uma vontade doída de parar com tudo, de ser mais nada e não ter mais nada. 
   Eu já nem mesmo sei quando sou algo, alguma coisa, se sou...  Será que sou?  É muita confusão, muita exigência sem exigir. Ah, eu não consigo perceber até que venha a cobrança, a dor, as lágrimas. Me sinto fraca e fracassada e tudo que eu queria agora é um pouco de colo. Estou naufragando em silêncio...

D. Trugillo.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Pulsar. ..

   Quando eu percebo você escapando de mim nos números do mostrador me sinto muito impotente, para mim não é chegada a hora de sair de cena...   Mas você insiste constante a cada emoção.
   Quero te segurar pela crina, te abraçar, te sentir.   A noite quero te abraçar e sentir teu calor, a cor vibrante do vermelho vida.
  Você percebe minha garganta, meus ouvidos, você pulsa querendo fugir e eu te seguro com minúsculos pontos brancos saídos de compartimentos paralelos envolvidos no escuro do grosso papel dobrado. 
  Você não pode querer que eu viva sem sentir, eu sou o que penso e penso meu sentir.
   Bate mais manso para muito bater, sai da minha cabeça e se aquieta no meu peito sem querer crescer demais.  Ama mais mansamente, preciso da tua mansidão para ser doce e arder de paixão sem medo que você me escape pela boca. 
  Não sei como sentir sem fazer subir os números, não sei como viver sem sentir, não sei ser serena, não sei conter a ansiedade, simplesmente não sei, preciso que os números fiquem estáveis para não ter que viver uma vida sem sal, sem cor, sem calor, posto que se for assim, vida sem vida, eu aí prefiro que as cortinas se fechem depois do último ato; só peço o tempo de dizer que amo a quem amo.

Eu amo você, menino!

Por Trugillo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Teias de Plínio

Os dias vão e vem mais rápido que eu possa sentir. Os minutos escorrem apressados se você está, se arrastam enquanto espero você chegar...
Os dias passam e já não tento mais entender, nem fugir. Estou presa em tuas teias de amor. Estou presa sim, não por paredes e portas. Meu cativeiro são teus beijos, teus toques, tua pele, tua presença, teus olhos que moram dentro de mim a vasculhar cada cantinho de quem sou.

Você vem e quando vai deixa tuas mãos tatuadas no meu coração,  teu cheiro em minhas entranhas, teu sabor em minha boca, tua imagem em minhas retinas. 

Te conheci 'amanhã'; te conheço a tantos séculos... Me sinto tão tua, tão protegida, tão amada, tão aninhada em você que é como se eu estivesse nascido em teu regaço.
A cada dia que vem os teus desejos se fazem mais meus, como se eu sempre os tivesse desejado. Teus sonhos se desenham no meu sono, me visto das tuas fantasias em um desejo crescente de romper meus tabus para receber o teu sorriso de prazer.

O som da tua voz invade meus ouvidos como notas orquestradas, musicando a minha vida. Em cifras coloridas vai pintando histórias a serem vividas em um cores tão exuberantes que me cegam os olhos para o mundo sem você; você repercute em meu mundo em sons e imagens.
Com fogo que arde sem doer, você pirografou em meu ser as palavras esperança,  desejo, paixão e amor.

sábado, 2 de abril de 2016

Mensagens engarrafadas






Fico aqui vendo os "barquinhos" passarem...  Então veio a lembrança do barco que passava todos os dias e não apenas no horário do comércio...
Vejo que tudo é gradual, de acordo com a importância que se dá as coisas. Quem mais tem fome, mais tempo de pescar tem.




O pescador que perdeu a fome pensa que o peixe também perdeu.
Os barquinhos vão e vem, a maioria com pescadores comuns...  A maioria sim, não é todos os dias que a pesca é boa, é bem verdade, mas as vezes a lua prateia, ganha novo brilho. 




A lua brilha a noite, brilha todos os dias, mesmo oculta entre nuvens. Infeliz é o pescador que se esquece dela, porque nem todos os pescadores são comuns, negligentes e desatentos.





As vezes passa um barco diferente, as vezes o pescador mergulha todos os dias, ou noites, no brilho cintilante da lua que prateia as águas salgadas. Podem as nuvens se desfazerem, pode vir um tempo bom, de brisa serena, suave.


As tempestades arrebentam alguns barcos, eu sei.  Eles precisam de manutenção,  mas um pescador comum ou desatento as vezes não nota, deixa o barco muitos dias ancorado sozinho, sem pebsar que ele pode afundar, que a corda está se punido e ele pode ir a deriva.






Depois de tantas mensagens engarrafadas... Muitos MayDay, MayDay, MayDay...




Himalaya

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